Último post do ano, Único post do semestre.

Cuspido por Sbrabues quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 2 enxeções de saco

Foram o que!? 7 meses sem postar né!? Pois é.

Motivo de ter parado? Preguiça minha.

Música do post? The Cheyenne Line

Eu costumava dizer mais em meus posts, mas o motivo de eu não ficar mais falando tanto é quase o mesmo motivo de eu ter preguiça de escrever aqui no SV.

Como eu não tenho muita coisa pra fazer nesses últimos dias resolvi voltar a postar até quando eu cansar denovo de postar. Vai ficar assim agora pelo menos. Postarei quando eu tiver vontade.

Nesse Natal passei por uma experiência bem interessante. Inicialmente gostei bastante da ideia.
Numa certa noite fui jantar com meu pai e ele me contou sobre a proposta da família de começar a reduzir o número de presentes de Natal. Alguma coisa assim, ficou meio confuso da forma que ele me explicou, mas na essência era fazer com que o espírito de Natal, ficasse mais visível do que os presentes.

Essa de que no Natal devemos nos lembrar de Jesus é comédia né? Quem não acredita em Jesus comemora Natal e quem acredita em Jesus acha que ele realmente nasceu dia 25. De qualquer forma são poucos cristãos de verdade que deixam o materialismo do Natal de lado para louvar o seu Senhor. Sinceramente, uma coisa que o Natal passa longe de ser na minha opinião, é um evento cristão.

Dito isso, OK. Então o Natal desse ano seria algo mais FAMILIAR e menos MATERIALI$TA. Que eu soubesse só teria um amigo oculto dos primos e só. Se cada pai quisesse dava um presente para seus filhos e pronto.
Houveram algumas discórdias por alguns da família mas nada que anulasse aquilo que eu imaginava.
Então providenciei o presente do meu amigo oculto e pronto. "Estou pronto pro Natal".

Na noite de Natal, dia 24, eu entro na sala e vejo mais presentes que no Natal do ano passado. Achei estranho pois para mim ainda tinha aquela história de poucos presentes, materialismo de lado, fraternidade for the win e coisas do tipo. Perguntei pro meu pai se aquilo que ele tinha me dito ainda estava de pé. Ele estava meio desconcertado porque também parecia estar surpreendido com tudo aquilo. Deixei de lado a "surpresa" mas mesmo assim fiquei refletindo sobre isso durante a noite.
Perto da meia noite a família se reuniu para rezar e lembrar do menino Jesus, falar um pouco sobre si, parabenizar um familiar, dizer como foi o ano e tudo.
ERA ISSO QUE EU ESPERAVA.
Por mim a noite poderia ser só isso. Eu imaginava que a proposta desse Natal era ser mais assim. Abraços, confissões, sorrisos, sem presentes.
Mas tudo bem, foi um bom momento mas logo depois era a hora de entregar os presentes. Primeiro foi o amigo oculto e depois a entrega dos presentes.
Reparei como é impressionante a reação das pessoas e como elas ficam após receberem presentes. Elas mudam completamente o modo de te tratar depois de um presente aberto. Você abraça, beija, conta piada, sorri, conta da sua vida se entrega e ela continua normal. Mas quando abre um presente de marca você é bem tratado por alguns segundos e depois a pessoa sai mostrando seu presente para todos.
O mais estranho é que todos se empolgam com o presente dos outros. É tipo um: " não é meu mas gostaria muito de ter ganhado", "Olha fulano, já viu que chique o que ciclano ganhou?"

Eu decidi então não abrir nenhum presente meu. NADA. Iria ficar tudo embrulhado. Eu não tinha ganhado muitas coisas, mas um dos meus presentes era do meu pai, era grande e pesado. Pelo formato e peso eu suspeitei que fosse um laptop. Balancei e vi que poderia muito bem ser um laptop, mesmo porque há tempos meu pai queria me dar um laptop. Fiquei no achismo, pois não abri, mas mesmo assim agradeci meu pai. Eu sabia que se eu abrisse o presente iam cair matando em cima de mim e do meu pai. Fora que o materialismo já estava no ar né.
Mas meu pai ficou meio triste por eu não ter aberto meu presente e eu tinha reparado. Depois meu primo veio me perguntar o porque de eu não abrir e eu contei. Ele entendeu e até me deu razão mas comentou que meu pai tinha ficado um pouco triste. Então eu resolvi abrir. Eu não queria ver meu pai daquele jeito no Natal.
Hunf, não foi nada além do que eu esperava.

"NOOOOSSAAAA! UM LAPTOP. QUE CHIQUEEEE!"
"UAU, EU TAMBÉM QUERO UM DESSE...."
"AWE PAIZÃO HEIN, ESSE É PODEROSO!!!!"


Porque o Natal é feito por Presentes?

Tem pessoas que na mesma noite passam em 2 casas para passar o Natal com a família por parte de pai e parte de mãe. Mas até hoje eu só vi as pessoas saírem para o outro natal depois que recebem os presentes. Porque não sai logo depois da mini reunião dos abraços? Deixa os presentes lá, depois pega. Ninguém vai roubar não. Quem sabe não da tempo de pegar o momento dos abraços na outra casa? Mesmo que estejam esperando, vai antes. Passe mais tempo com sua família.
A gente passa tanto tempo longe da família e quando está todo mundo junto você olha mais para o seu presente?
Não seja enganado pelo Natal nem pelos presentes.

No dia seguinte, eu estava na casa do meu tio e vi na bancada da pia um abridor de garrafas bem simples feito de madeira de uma churrascaria da cidade dele. Meu tio viu que eu tinha parado para olhar o abridor e me contou um pouco da história do abridor. Eu vi que aquele pequeno objeto representava muito pra ele. Depois relembrou os bons momentos que eu passei na casa dele e na cidade dele na época que eu era criança. Rimos muito e no final ele pegou o abridor e falou assim: "Toma, é seu."
A conclusão eu deixo pra quem ler.

Bom, era isso o post.
Um dos motivos que me davam preguiça de postar mais:
São poucos que leem até aqui.
Abraços a todos e um Feliz Ano Novo.